sexta-feira, 16 de julho de 2010

Olá pessoas ...


Desculpem o grande espaço de tempo entre um post e outro, é que a crise (a marola do nosso querido presidente) deixou mais distante o cinema e os shows da minha carteira. Bem, deixando a choradeira de lado, vamos ao que interessa.


O Pressagio


O PressagioPorter


Imagine você achar uma folha onde traz todos os números de mortos, com datas e locais dos maiores desastres do mundo nos últimos 50 anos. O que você faria? Bem, cada um deve ter uma resposta para essa pergunta. Eu posso dizer que o Nicolas Cage fez a sua parte.


Em 1959, uma turma de alunos faz vários desenhos do que pode ser o mundo no futuro. Esses desenhos são guardados numa espécie de câmara chamada cápsula do tempo e aberta daqui a 50 anos. Um dos trabalhos se destaca por não ser desenhos e sim números a princípio aleatórios, feitos por uma menina. Quando essa cápsula do tempo é aberta, a folha especial cai na mão do filho de John Koestler (Cage), que entre um porre e outro percebe que os números querem dizer algo. Daí começa a correria contra o tempo, pois o Nicolas, que é astrofísico, descobre que essa seqüência mostra além de fatos que aconteceram, tem também mais três novas desgraças que vai tentar evitar a qualquer custo. Aliás, isso eu achei ridículo, pois o cara é um pai recém viúvo, onde coloca em risco sua vida para salvar a de pessoas estranhas, sem pensar que se morresse o seu filho ficaria praticamente órfão. Cadê seu instinto paterno? Também tem o fato de ele ser o mocinho do filme e por isso, ele não pode morrer!




Oprssagio


Eu sei o que vocês estão pensando. Isso é mais um besteirol onde um simples mortal americano, sem super poderes (além do fato de ser americano) consegue salvar o tudo e todos das piores situações. Eu também pensava até a metade do filme, mas devo dizer que o final me surpreendeu um pouco.





Está longe de ser um filme que marca uma época, nem mesmo um ano, mas é um bom filme para passar o tempo.

O ranzinza do ano

Esse filme conta a história de um veterano de guerra e ex-funcionário da Ford, Walt (Clint Eastwood), que acaba de perder a esposa e se vê sozinho, morando em um bairro que hoje é dominado por imigrantes e gangues. Ele vê no dia-a-dia, da sua varanda, a cultura, a honra e a disciplina que tanto permearam a sua vida, irem embora.


Gran Torino


Ele tem como vizinhos uma família de imigrantes Hmong (originais do sudeste asiático) a quem ele chama de “Chinas”, com um tom preconceituoso.


Numa bela noite, o tímido e calado Thao (Bee Vang) é obrigado pelo delinquente primo mais velho a roubar o Gran Torino 72 de Walt. Ao evitar que o carro fosse levado e enfrentar sozinho a gangue que aterroriza o bairro, o ranzinza americano passa a ser visto pela vizinhança como herói.


Daí em diante, vemos um Clint Eastwood, lembrando os tempos de justiceiro, com aquela cara de bravo diante alguma injustiça, mas também um Clint mais maduro e com a intenção, a sua maneira grossa de ser, de tentar dar um jeito em um jovem que teria, com certeza um fim trágico ou na melhor das hipóteses, acabaria preso.







Essa nova “ocupação” de Walt acaba com a sua resistência e preconceito pelos novos vizinhos, criando laços de amizade até maiores que os dos próprios filhos.


O desfecho é algo que poucas pessoas podem esperar, se considerarmos o histórico do protagonista, que era justiça a qualquer preço e de qualquer jeito. Surfa na onda do patriotismo ao mesmo tempo em que mostra o lado sofrido e injustiçado dos imigrantes que ajudaram a construir os EUA e que sofreram nas guerras sem fim e sem razão, tanto quanto os americanos.


Para aqueles que são fàs do Dirt Harrry, e que esperam ver ele detonando marginais por todos os lados, ficaram decepcionados. O filme também não chega a ser um dramalhão daqueles que você tem que ir vestido com capa de chuva para não se molhar com o choro de quem está ao seu redor. Ele está classificado como drama, mas eu creio que Clint Eastwood conseguiu um ótimo equilíbrio entre drama, um pouco de ação e até humor, tornando Gran Torino, um excelente filme.

Olá Pessoas,


Depois de um longo tempo sem escrever, volto em grande estilo. Fui a um evento que promete ter sido o show do ano. Deep Purple. Banda inglesa fundada em 1968 que já teve várias formações, que acabou e voltou outras tantas vezes e em 2009 está mais que firme, apesar da idade de seus integrantes. Mas vou dizer uma coisa, esse detalhe não interferiu em nada sua performace.


Deep Purple Banda


Quando você vai a um show onde o vocalista da banda é o Ian Gillan, pode ter certeza que terá uma apresentação acima da média, se considerar que ele é um dos melhores vocais que já apareceram no mundo da música.


Da primeira formação da banda, além do Ian Gillan, tinha também o baixista Roger Glover e o baterista Ian Paice. Nas guitarras estava o excelente Steve Morse (que substituiu o Ritchie Blackmore) e Don Airey nos teclados.






O show começa com a clássica “Highway Star”, o que já serviu para incendiar o público, e depois foram clássicos e mais clássicos, fechando é claro com o maior de todos, “Smoke on the Water”, que já foi considerada o maior “riff” da história do rock.
Um pequeno detalhe. O show estava marcado para começar as 23:00 hs, e começou com uma pontualidade britânica exemplar. Que sirva de exemplo para as bandinhas do Brasil que são igual noiva em dia de casamento. Acham que atrasar o começou do show é chique. Não passa de desrespeito com quem pagou o ingresso.



Deep Purple Show


Os caras colocaram muita bandinha nova no saco, mostrando o que não precisa ter um rostinho bonito, tocar meloso e ficar surfando na moda para fazer sucesso. Se hoje eles conseguem lotar seus shows e fazer com que todos cantem suas músicas é sinal que a coisa tem qualidade, pois só os melhores sobrevivem ao tempo.


Alguém pode dizer que a música que eles fazem não tem nada de complexo e que qualquer nerdzinho da guitarra consegue tocar, mas o que está em jogo aqui é a criação de um estilo, de um modo de vida, que inspira todos as pessoas que sonham em ser músicos um dia.


Eu considero a época deles, a mais criativa e foi quando surgiram os grandes músicos de hoje. Até os anos 80 ainda tínhamos muita coisa boa. Hoje em dia, as coisas são muito repetitivas, iguais e o que é pior, mal copiadas. Eu não me vejo daqui a 20 anos falando para o meu filho que um dia existiu uma banda chamada Oasis, Cold Play ou qualquer outra coisinha desse tipo. Me vejo sim, sentando ao lado dele e colocando para tocar Rolling Stones, Beatles, Led Zeppelin, Pink Floyd, Deep Purple, Rush, Erci Clapton, etc.


Eu comentei com um amigo que foi 1 hora e meia de muito rock’n roll e que serviu para, além da satisfação de ver algo histórico, limpar um pouco nossos tímpanos das besteiras que temos que ouvir no nosso dia-a-dia.


Pessoas, não fiquem desesperados. Se você tem em casa coisas boas como Deep Purple e cia, significa que ainda temos salvação.



Abs,

Um clássico maravilhoso


Poster Forrest Gump


Esses dias, em uma das madrugas sem sono, durante minhas zapiadas, parei em um filme que merece um destaque especial. Forrest Gump, O contador de histórias. É um filme espetacular e que merece sempre ser lembrado.
Ele começa com muita simplicidade, com uma pena caindo aos pés do protagonista, sentado em uma parada de ônibus na frente da sua casa em Savannah, na Georgia. Forrest pega a pena e coloca-a dentro de um livro e assim começa a contar a história da sua vida.
Vida essa que se passa nos anos 60 e 70, período bem conturbado nos EUA. Ela se mistura com acontecimentos históricos e personagens da humanidade que mudaram nossas vidas de alguma maneira.
Ele trata assuntos delicados como drogas, preconceitos, sinceridade e humildade. Mostra que se conseguíssemos viver com mais simplicidade e respeitando os outros, seríamos bem mais felizes.
“Idiota é quem faz idiotices.” Essa frase é repetida inúmeras vezes e é o que resume o estilo de vida de Forrest. Todos pensam que ele é um idiota, mas mesmo tendo um certo retardamento, ele sempre toma atitudes e decisões baseadas na educação que teve e em seu coração. Para uma pessoa considerada “idiota”, até que ele se deu bem. Foi campeão de futebol americano, campeão mundial de tenis de mesa, heroi de guerra, empresario do ramo de camarões, um dos donos da Appel e para fechar com chave de ouro, se tornou multimilionário.
Não podemos esquecer da brilhante performace do Tom Hanks. Parece que a história foi escrita especialmente para ele.


Forrest e a Pena


Forrest Gump é um filme de ficção com uma história rica em grandes risadas e tristes verdades. É daqueles filmes que quando você vê que está passando não consegue parar de assistir.


Abaixo eu coloquei alguns prêmios e curiosidades deste clássico que de tão bom, nunca irá envelhecer.


Forrest Gump ganhou 6 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (Tom Hanks), Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Montagem. Além disto, foi indicado em outras 7 categorias: Melhor Ator Coadjuvante (Gary Sinise), Melhor Fotografia, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Trilha Sonora, Melhor Maquiagem, Melhor Direção de Arte e Melhor Som. Ganhou 3 Globos de Ouro: Melhor Filme em Drama, Melhor Diretor e Melhor Ator em Drama (Tom Hanks), além de ter sido indicado em outras quatro categorias: Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator Coadjuvante (Gary Sinise), Melhor Atriz Coadjuvante (Robin Wright) e Melhor Roteiro.


Gump se encontrando com pessoas famosas :


- Ele é um descendente deNathan Bedford Forrest, general condecorado e fundador da Ku Klux Klan. Isto pode ser considerado uma ironia pois Forrest se torna amigo de um negro chamado Bubba, que ele conhece no exército. Porém, também pode não ser irônico, uma vez que Nathan B. Forrest rapidamente se desiludiu com o que criou e rapidamente tentou se dissociar do seu passado.
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Ele encontraElvis Presley quando Elvis estava na sua casa como um hóspede. Suas tentativas curiosas de dançar com um aparelho nas pernas inspiraram os famosos movimentos de quadril de Elvis.
- Ele encontra o presidente John Kennedy após a equipe das estrelas do futebol americano universitário ser convidada à Casa Branca. Uma vez que era de graça, Forrest bebeu 15 garrafas de Dr. Pepper (refrigerante). Após apertar a mão do presidente Kennedy, este pergunta como ele sentia, Gump respondeu: "Estou apertado".
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Ele depois encontraria o presidente Lyndon Johnson, que o presenteia com a medalha de honra pelo resgate heróico de seus colegas soldados. Após Forrest contar a Johnson sobre seu ferimento, Johnson diz que gostaria de ver o ferimento alguma hora. Nisso, Forrest hesitantemente, mas obedientemente abaixa suas calças e mostra o ferimento em suas nádegas. Presidente Johnson vai embora, murmurando, "Caramba, filho."
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Num protesto emWashington, Gump encontra Abbie Hoffman e faz um discurso que não se ouve devido a problemas técnicos (um oficial militar puxa os fios do microfone dos alto-falantes e do sistema de som). A multidão acaba por aplaudir Gump após a reação emocionada do líder do protesto ao final do discurso. De acordo com Tom Hanks, Gump diz: "Algumas vezes quando as pessoas vão ao Vietnã, elas vão pras casas de suas mamães sem suas pernas. Algumas vezes elas nem voltam para casa. Isso é muito mau. E isso é tudo o que tenho a dizer sobre esse assunto."
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Finalmente, após fazer parte da equipe de tênis de mesa dos Estados Unidos, ele encontra o presidenteRichard Nixon, que pergunta a Gump onde ele está hospedado, e então oferece a Forrest um hotel muito melhor, que era o complexo de escritórios e hotel de Watergate. Forrest liga para a recepção após perceber várias lanternas numa outra sala, chamando atenção ao que seria o Caso Watergate , que precipitaria a queda de Nixon.
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Ele encontraDick Cavett e Jonh Lennon no programa de entrevistas de Cavett, e suas visões da China inspiram Lennon a compor Imagine.
Forrest e John
- O barco de pesca de camarões de Forrest Gump foi o único a sobreviver a fúria total do Furacão Carmen, um furacão de categoria 4 que veio pela Lousiana em 1974.
-
Ele, além de ser dono da industria de pesca Bubagump, também é dono da industria tecnológica Apple, porem ele não sabe muito bem disso, pois quando recebe a carta de Tenente Dan dizendo que fundou a industria ele diz que " O Tenente Dan investiu em um negócio de frutas".



E para acabar, recomendo o livro do Forrest Gump que consegue ser melhor que o filme

Olá pessoas,

Esse filme é nosso

Se eu fosse voce 2


Casal em plena crise, a filha engravida do namorado e em meio tudo isso, eles ainda trocam de corpos, metendo os dois em grandes confusões. Até parece sinopse de comédia americana, mas não é. É brasileiro e muito bem feito.


"Se eu fosse você 2" é uma comédia para família toda, com direto a gargalhadas do início ao fim. Um bom roteiro que consegue nos prender até o final, com uma ótima produção e é claro, não posso deixar de citar a grande atuação dos dois principais atores, Toni Ramos e Gloria Pires. Eles estão excelentes, principalmente o Toni Ramos que já tinha arrasado no primeiro filme e consegue nessa continuação, ser ainda melhor. Entre várias cenas cômicas, uma que se destaca é quando a Helena (no corpo do Toni Ramos) vai jogar futebol com os amigos do marido. É muito boa.



O filme ainda conta com algumas participações especiais como Vivianne Pasmanter, Marcos Paulo, Ary Fontoura, Chico Anysio, Cássio Gabus Mendes, entre outros. Até a Adriane Galisteu deu uma de atriz. Fraca, mas nada que comprometa o filme.



Esse filme vem para mostrar que sabemos fazer filme sim, e de ótima qualidade. O povo ainda tem muito preconceito com o cinema nacional, mas eu garanto que a fase negra passou.

A volta da boa música


Elton John


Podemos dizer que esse cara é estranho, tem um péssimo gosto de se vestir, excêntrico, etc, mas temos que admitir. O cara sabe fazer um show. Assistir durante duas horas, pela televisão um show sem efeito especial de última geração, com uma iluminação ótima, porém, discreta, uma banda sem bailarinas pulando de um lado pro outro fazendo coreografias loucas e que ninguém presta atenção e não dormir só tem uma explicação. Elton John é muito bom e com uma banda excepcional. É um artista do modo antigo, daqueles tempos em que a pessoa tinha que ter algum talento para fazer sucesso. Eu não sou um profundo conhecedor do Elton John, sou daqueles que conheciam meia dúzia de músicas, entre elas, "Nikita", mas posso dizer que depois de ter visto sua apresentação na televisão, começarei tentar conhecer mais. Pelos comentários e estilo de músicas tocadas, ele explorou bem mais os anos 70 e 80, que segundo especialistas, foram o auge de sua carreira. Teve músicas melosas sim, daquelas dignas de trilha de novela das 8, mas quem não tem?


Elton John 2


Esse show mudou meu conceito e espero que tenha mudado de outras pessoas.


Quero fazer uma observação sobre outro show que ocorreu na mesma noite. O show do Charlie Brown Jr. Fazia tempo que não via uma apresentação de uma banda de "rock" tão sem graça, sem peso, sem nada. O Chorão me fez chorar de desgosto e de arrependimento de ter perdido o meu tempo tão precioso assistindo aquilo. Aliás, o Chorão para chegar a ser um vocalista mediano, só falta, afinação, carisma e voz. O resto ele tem ...

Uma novíssima voz


Gabriella Cilmi


Quando ouvirem Gabriella Cilmi, fechem os olhos e prestem atenção nos detalhes que sua voz é capaz de trazer aos nossos ouvidos. Ela vai do grave ao agudo belissimamente e tem uma potência de voz a fazer inveja a muitas cantoras calejadas.Com uma grande influência do jazz mas conseguindo se manter pop sem ser muito pop (se é que vocês me entendem) e com suas habilidades vocais incomparáveis, ela irá se tornar logo uma das maiores cantoras dos últimos tempos da música mundial.


CD Gabriella Cilmi


No seu primeiro trabalho (Lessons to be Learned) , podemos notar o quanto ela diversifica suas canções, fazendo uma visita em vários gêneros, desde o blues, rock, jazz e até punk, mas sempre ficando bem visível os seus enormes talentos.

Um detalhe que não posso deixar de avisar. Quando ouvirem a Gabriella cantando não se esqueça que ela tem somente 17 anos. É impressionante.


Para os mais curiosos, dê uma olhada nos seus vídeos no You Tube. Tenho certeza que não irá se arrepender.


O nosso Panettone Rei


Roberto Carlos
No último dia 25, a Globo passou, assim como faz desde os anos 70, o especial do eterno rei, Roberto Carlos. Essa sua aparição anual lhe rendeu até o apelido de "Panettone".


Com estrelas na platéia e no palco, o show foi um pouco diferente esse ano, devido as suas participações especiais. Achei o repertório um pouco melhor escolhido do que os outros anos. O rei cantou mais músicas antigas (as melhores), como "Eu Voltei". Essa música o Roberto Carlos fazia muitos anos que não cantava no seu especial anual. Ela sempre me chamou a atenção. Não só pela melodia, mas também pela letra que tem uma riqueza de detalhes tão grande, que consigo imaginar com muita clareza a casa, a luz e tudo que é cantado. Teve também a maravilhosa participação da Rita Lee, Roberto de Carvalho e Beto Lee. O encontro do Rei com a Rainha foi excelente. Para mim, a melhor parte do show. Ainda teve a participação do Neguinho da Beija-Flor. O que eu vou dizer sobre isso ... Bem, digamos que se ele não tivesse cantando, não teria influenciado nada. Foi muito fraco. Não poderia deixar de comentar a participação do Caetano Veloso. A sua presença no show foi normal, sem nada demais, agora, seu dueto com uma mediação do Nelson Motta, em homenagem a Bossa Nova foi chata demais. Aliás, o ritmo Bossa Nova é muito chato. Tudo bem que ela mostrou o Brasil no exterior e blá, blá, blá ..., mas para mim, não serve nem para dormir. É chato, chato e muito chato.


Mesmo com alguns deslizes (Caetano Bosta Nova e Neguinho da Beija-Flor), o show foi bom, com a banda sempre irrepreensível e o Rei mantendo seu carisma e sua voz limitada, porém, suficiente.


O Panettone Rei ainda é uma boa opção no natal, mas como na comida, tem gente que gosta e tem gente que não gosta. Para mim, enquanto continuar tocando os velhos sucessos e deixando de lado as músicas mais novas e chatas, ele irá manter uma boa audiência para a emissora da família Marinho.

Rock também é cultura


Olá Pessoas,


Nos últimos meses, me dediquei a ler livros que contavam histórias sobre rock, roqueiros e música em geral. Vamos começar falando do Sexo, Drogas e Rolling Stones, escrito por José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues.

Rolling Stones


Sou super fã dos Rolling Stones, tendo vários DVDs, CDs e documentários e posso me considerar um curioso quase compulsivo em saber detalhes da vida e obra das bandas, músicas e etc ... Nesse ponto o livro dos Stones ficou bom, mas o que eu não gostei nele foram os autores escreverem pouco sobre a banda e usar o velho "copiar e colar" assuntos que a mídia internacional, na sua maioria escrita, escreveu. Eles usam muitas referências de uma notícia que saiu aqui ou ali e deixam de dar suas opiniões. Isso, para mim, tornou o livro chato e cansativo. Levei muito tempo para lê-lo, pois o deixei de lado e retomei a leitura umas quatro vezes.


Outro livro que eu li a pouco foi o RPM: Revoluções por Minuto. Escrito por Marcelo Leite de Moraes. RPM foi uma banda que usou e abusou da palavra "superlativo". Tudo na sua carreira foi mega, com a quebra de vários recordes de vendagem, público e shows.


RPM


O livro é bom, mas senti falta de detalhes. Para uma banda que teve uma carreira meteórica. Cresceu muito rápido e durou pouco tempo, o autor poderia ter se dedicado um pouco mais nos detalhes, como o surgimento da banda, a escolha dos integrantes, as composições, as gravações, etc. No livro fica claro que como a grande maioria daquela época, as drogas faziam parte do circuito artístico, mas o assunto foi tratado muito superficialmente. Tem algumas partes do livro que as histórias ficam um pouco confusas no que se refere à cronologia dos fatos. Como eu já disse, o livro é bom, com boas fotos, mas faltou detalhes que, quem compra uma publicação desse tipo, procura.


O baterista Guto Goffi (um dos fundadores do Barão Vemelho) assina o livro Barão Vermelho: Porque a Gente é Assim, junto com o produtor Ezequiel Neves e o jornalista Rodrigo Pinto. Ele foi o responsável pela ampla pesquisa que dá sustentação à obra e pela redação final. O resultado é bom, com passagens divertidas, polêmicas e contestadoras.


Barao Vermelho


É rico em detalhes de composições, gravações e shows, mostrando uma visão por mais que seja pessoal, quase que imparcial. Você vai se sentir quase como se tivesse vivido com os barões o dia-a-dia da banda, as festas, os shows, os primeiros sucessos, o Cazuza entre outros fatos que marcaram a história dessa turma e do rock brasileiro. Recomendo.


Bem, vou falar dos dois melhores livros que li esse ano. O divertidíssimo Vale Tudo: Tim Maia e Eric Clapton: A Autobiografia.


Tim Maia


O livro do Tim Maia, escrito pelo excelente Nelson Motta (esse merece um livro a parte) é maravilhoso. Nele não faltaram detalhes, não faltaram confissões, descobertas, esclarecimentos e muito talento. Preto, gordo e cafajeste, formado em cornologia, sofrências e deficiências capilares, com doutorado em drogas e álcool, o livro mostra um artista com um talento acima da média que poderia ter sido ainda maior se não fosse o seu grande coração e sua mania de viver a vida dia após dia e não pensar no futuro. O livro é otimamente escrito, daqueles que se começa e não consegue largar nem para ir ao banheiro. Eu ia dormir pensando no que iria acontecer na próxima página. Nelson Motta se superou. O livro trás uma frase que eu considero quase que um resumo do que foi a vida de Tim Maia. Uma história de som, fúria e gargalhadas. Imperdível.


E agora, o livro que conta a história de um garoto que aos 17 anos foi chamado de Deus da guitarra. Sir Eric Clapton. Escrito pelo próprio, mostra a sua trajetória, desde a infância e como a música entrou na sua vida, passando pelos vários problemas com drogas e álcool, a morte de seu filho até os dias de hoje.


Eric Clapton


Ele foi de certo modo cruel consigo mesmo, não perdoando nada, contando todas as crises, problemas e frustrações. Você se emociona, chora, ri e delira com o gênio que apesar de tudo que conquistou, foi e se mantém até hoje humilde. Como ele conviveu com outros astros da música internacional, como Beatles, Rolling Stones, Jimmy Hendrix, The Who, entre outros, a sua vida vai se entrelaçando com a história do rock mundial. Excelente. Livro que, quando chega ao fim, você pensa: Já?